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Posts de June, 2009

Muricy, obrigado

Obrigado pelo tri-brasileiro, obrigado por sempre representar bem o São Paulo Futebol Clube.

Foi uma passagem de 3 anos e meio muitíssimo bem sucedida, vai deixar ótimas lembranças. E será esquisito ver outro cara no banco mas, faz parte, a vida segue.

Quem sabe, em um futuro não muito distante, os caminhos do São Paulo e desse são-paulino não possam se cruzar de novo…

Valeu Muricy!

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As bestas

Texto de José Roberto Torero.

O futebol é uma coisa sem importância. É só um esporte. Uma coisa para se ver enquanto não estamos fazendo alguma coisa realmente importante. Uma coisa para descansarmos das coisas importantes.

Ontem, no confronto entre torcedores corintianos e vascaínos, morreu um homem. Morreu um homem por causa de futebol. Morreu por nada.

Morreu porque acha que seu time é melhor, porque não aceita que outros torçam para outros times, porque outros não aceitam que se torça para outros times.

Depois, incendiaram um ônibus. E, antes, no domingo, duzentos santistas imbecis foram atrás de cinquenta corintianos num estacionamento.

Quem acha que seu time é a coisa mais importante do mundo é uma besta. Muitos torcedores organizados, que têm em seu time sua única fonte de felicidade, são umas bestas. Mesmo torcedores que não são de nenhuma organizada, mas que têm no futebol o principal assunto de sua vida, são umas bestas.

Quem vive, morre ou mata por futebol, é uma besta. Não é um pobre-coitado-que-tem-o-futebol-como-sua-única-válvula-de-escape. É simplesmente  uma besta.

A questão não é se se deve acabar ou não com as torcidas organizadas. A questão é que não se pode levar o futebol tão a sério. Ele não é tão sério. É um esporte, um negócio, só isso.

Os verdadeiros assuntos são amor, morte e poder. O resto é menor. O futebol é menor. Se alguém coloca este esporte acima de sua família, de seus amigos, de sua gente, da vida, é uma besta.

O problema com Harry

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Eu tinha comprado a um tempo atrás o DVD de Terceiro Tiro* (Trouble with Harry) e ainda não havia assistido. Besteira minha, já deveria ter visto antes…

É completamente diferente do restante da filmografia do Hitchcock. Dessa vez o “mestre do suspense” (acho esses títulos super engraçados) se arriscou em uma comédia.

Mas, certamente, precisaria haver um defunto.  Harry, o personagem do título original, morre e vira o assunto principal durante todo o filme.

Após o corpo ser encontrado no bosque por um garotinho, 4 habitantes da cidadezinha se envolvem tentando solucionar a história de uma maneira em que nenhum deles saia prejudicado. Enterra o Harry? Desenterra o Harry? Avisa a polícia? Não avisa…

Tirando o assunto macabro,  é bem aquela discussão interiorana de quem não tem o que fazer.

Mesmo não sendo suspense, é uma comédia dos anos 50 com o estilo de Hitchcock. Muito legal!

* Sim, mais uma tradução esdrúxula.

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