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Posts de July, 2009

Como driblar uma lei

A Lei Cidade Limpa foi uma sacada bacana, São Paulo ficou bem melhor sem os outdoors e com as fachadas das lojas padronizadas, com tamanho reduzido.

Mas é engraçado como o brasileiro sempre dá um jeito de não cumprir alguma coisa. A Natura acaba de fazer isso de uma maneira inteligente e criativa.

No fim-de-semana estava eu passando ali pela Dr. Arnaldo, quase na Heitor Penteado, e vi um letreiro (letreiro? palavra estranha!) com a palavra “Relaxe”. Achei legal. Depois, na segunda, vi na Internet que, além desse, outros 2 pontos da cidade foram agraciados: “Descanse” na Praça da Sé e “Calma” na Av. Europa.

descanse

Tratavam-se de obras de arte, um grupo havia pedido permissão e a prefeitura aprovado. Iriam tirar fotos e registrar a reação dos paulistados de vida corrida e cheia de stress.

Mas, logo na sequência, pintam filmes publicitários na TV usando das mesmas palavras. Coincidência? Não, a Natura bancou a instalação das obras de arte e baseou a campanha nas mesmas.

Resultado? A prefeitura mandou tirar. Manifestação artística pode, ação publicitária não.

Apesar de ser “contra a lei”, achei que foi uma baita ideia da Natura e da agência (agora, não me lembro qual). Provavelmente um risco calculado, sabiam que cedo ou tarde teriam que retirar por ordem da prefeitura mas, até isso acontecer, teriam conseguido impactar as pessoas.

E, é impressionante como sempre aparecem brechas na lei!

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Colocando a DVDteca em dia

Sabe quando você entra na Fnac ou na Livraria Cultura, vê uma promoção, encontra um filme bacana e compra? Como normalmente são aquisições não planejadas, é comum eu estrear esses DVDs meses depois de comprar.

Na sexta eu atá tinha batido um papo com o Reimão sobre isso.

E, além de curtir comprar DVD bom e barato, gosto bastante do que o Hitchcock  fazia. Então, semana passada assisti a 3 filmes dele:

Ainda na fase pré-EUA do diretor, o filme é rodado em Londres. Tudo começa com um ato terrorista fazendo com que parte da cidade fique sem energia elétrica. O responsável pelo ato é um dono de cinema no subúrbio.

Mas esse seria apenas o primeiro ataque contra os habitantes, algo maior estava sendo planejado para uma das estações de metrô mais utilizadas da cidade, a de Piccadilly Circus. Então, a história se centra na perseguição da Scotland Yard ao criminoso.

Poucos anos depois, já em Hollywood, Hitchcock dirige outro filme com nome e assunto parecidos.

Dessa vez, durante a II Guerra Mundial, há um movimento dentro dos EUA para desmoralizar e desestabilizar o país. Depois da explosão de uma fábrica de aviões, um de seus operários é acusado erroneamente pelo crime.

Então, para provar sua inocência, ele percorre o país para desmantelar a organização criminosa responsável por esse e outros atos terroristas.

  • Um Barco e Nove Destinos (Lifeboat) – 1944

Também feito em época de guerra, esse filme é passado inteiro em um barco a remo. Lá estão sobreviventes estadounidenses e britânicos reunidos após ataque feito por um submarino nazista.

Aguardando ajuda, os tripulantes resgatam um alemão jogado ao mar. A princípio, um ato de humanidade, fazem com que toda a tripulação se torne refém do nazista.

Minha opinião?

Penso que os filmes de Hitchcock ficam mais “maduros” a partir do final da década de 40, o roteiro fica mais redondo, o suspense melhora.

Sabotagem tem uma história boa, mas não é tão legal. O clímax acaba acontecendo cedo, isso faz com que o final não seja lá essas coisas.

Já Sabotador é melhor estruturado. A fuga do injustiçado tentando colocar as coisas no lugar foi muito bem escrita, com cenas bem legais. Destaque para quando ele escapa já algemado.

Mas Um Barco e Nove Destinos é fantástico! As discussões sobre o que fazer com o nazista (o ator manda super bem), as brigas para qual rumo tomar, a maneira como toda a tripulação é enrolada pelo alemão… enfim, há inúmeros motivos para fazer desse um baita filme!

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