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O dopping de Jobson

Andei pensando cá com meus botões… Essa regra do cara ser impedido de seguir a carreira caso seja reincidente no dopping não funciona para casos como o do Jobson.

Ok, se o cara for pego por anabolizante mais de uma vez tem mais é que terminar a carreira mesmo. Nessas situações fica claro que o atleta é trapaceiro e está mal-intencionado.

Mas e com a cocaína que não lhe dá vantagens quando está no campo? O cara cheira porque está lá na balada e acaba doente, viciado. Se vem um tribunal e decreta o fim da carreira, o que vai acontecer? Vai ferrar com a vida dele mais ainda.

Então, entendo que esse tipo de dopping deveria ser tratado de um jeito diferente.

Seria melhor dar uma suspensão menor, sei lá, dois ou três meses e exames anti-dopping bem mais constantes. O modelo do tênis é bacana para isso. O tenista é obrigado a informar sua agenda para  a ATP que, sabendo onde o atleta está, faz as visitas em dias aleatórios para colher as amostras para exames.

Acho esse modelo meio agressivo e vai contra a privacidade do tenista. Mas me parece funcionar bem para um cara que já foi pego em dois jogos por cocaína.

Desse jeito não se acaba com a carreira do cara que, com certeza, o levaria a ficar mais perto das drogas. E lhe dá essa segunda chance com um olhar mais de perto, talvez o fazendo pensar bastante antes de se drogar.

E, se for pego de novo, aí sim fim de carreira.

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