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O dopping de Jobson

Andei pensando cá com meus botões… Essa regra do cara ser impedido de seguir a carreira caso seja reincidente no dopping não funciona para casos como o do Jobson.

Ok, se o cara for pego por anabolizante mais de uma vez tem mais é que terminar a carreira mesmo. Nessas situações fica claro que o atleta é trapaceiro e está mal-intencionado.

Mas e com a cocaína que não lhe dá vantagens quando está no campo? O cara cheira porque está lá na balada e acaba doente, viciado. Se vem um tribunal e decreta o fim da carreira, o que vai acontecer? Vai ferrar com a vida dele mais ainda.

Então, entendo que esse tipo de dopping deveria ser tratado de um jeito diferente.

Seria melhor dar uma suspensão menor, sei lá, dois ou três meses e exames anti-dopping bem mais constantes. O modelo do tênis é bacana para isso. O tenista é obrigado a informar sua agenda para  a ATP que, sabendo onde o atleta está, faz as visitas em dias aleatórios para colher as amostras para exames.

Acho esse modelo meio agressivo e vai contra a privacidade do tenista. Mas me parece funcionar bem para um cara que já foi pego em dois jogos por cocaína.

Desse jeito não se acaba com a carreira do cara que, com certeza, o levaria a ficar mais perto das drogas. E lhe dá essa segunda chance com um olhar mais de perto, talvez o fazendo pensar bastante antes de se drogar.

E, se for pego de novo, aí sim fim de carreira.

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Atacante ou zagueiro?

Está no blog do André Kfouri. Esse é o gol mais perdido que eu vi na minha vida.

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Projetos e mais projetos

Eu tinha uma impressão de que a moda do jogador de futebol de hoje é falar do tal “projeto”. Fiz algumas buscas rápidas e confirmei:

- Ricardinho, meia, ao ser contratado pelo Atlético-MG:
“O que motivou a minha vinda para o Galo foi o projeto”

- Robinho, atacante, ao ser contratado pelo Manchester City:
“Sei que o Manchester City é um grande clube, possui um grande time já e este é um excitante projeto”

- Gustavo Nery, ao ser contratado pelo Santo André:
“O projeto do clube foi algo que me motivou para vir defender o Santo André”

- Luiz Felipe Scolari, ao chegar no Uzbequistão:
“O projeto é muito interessante. Farei todos os esforços para o desenvolvimento do futebol no país”

Coisa chata! Tudo igual! Isso porque eu resolvi nem pegar as frases do Luxa…

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Vinte e oito motivos para odiar futebol

Genial! Mais um texto do Blog do Torero:

Por José Roberto Torero

Estava chegando ao estádio e vi Marcio, com má cara, pagando dez reais para o guardador de carros. Teté, por sua vez, tirava o cocô de um cavalo da polícia de seu sapato. Na bilheteria, notei David reclamando de um daqueles garotos que ficam pedindo dinheiro para comprar ingresso. À sua frente, Eduardo, vermelho de raiva, brigava com um bilheteiro que lhe dizia que a meia entrada já havia acabado.

Depois, na fila para entrar, ouvi Luís Antonio dizendo que a coisa que mais odeia nos jogos de futebol são as filas: a fila para o estacionamento, a fila para comprar o ingresso, a fila para entrar no estádio, a fila para ir ao banheiro, a fila da lanchonete, a fila para ir embora do estádio e o “fila” da puta do juiz que sempre rouba o time dele.

Um pouco antes da catraca topei com Cleberson, que estava na posição de Cristo, com um PM a apalpá-lo. Dava para ouvi-lo pensar: “Por que não colocam belas garotas para fazer este trabalho?”

Lá dentro passei por Ivan, que tampava os ouvidos para não escutar o axé tocado pela torcida organizada, por Thiago, que cobria as orelhas para não ouvir os gritos histéricos de uma torcedora, e por Cássio, que colocou seu walk-man para abafar as buzinas de caminhões trazidas por alguns torcedores. Já o Paulo César reclamava de outro som: “Para que tocar o hino se ninguém presta atenção?”

Leonardo olhava para os céus pedindo paciência cada vez que um puxador de torcida organizada gritava: “Vamos cantaaaar! A Geral tá calaaaada!”. Já Ronaldo implicava com um cara que tentava aparecer na tevê levantando um cartaz à sua frente.

O jogo estava tenso e por conta disso alguém fumava perto de Maria Augusta, que, apenas metaforicamente, soltava fogo pelas ventas. Sérgio sofria ainda mais, porque perto dele alguém tragava um cigarro de maconha e ele já se via explicando para a mulher que aquele cheiro não era o que ela estava pensando.

Quando saiu o gol, Wender sentiu um certo nojo ao ser abraçado por um monte de marmanjos barbados e suados. Ruy teve que agüentar um bêbado vibrando em sua orelha enquanto Harald xingava  uma bandeira aberta pela torcida que lhe cobria toda a comemoração do gol.

Falando em atrapalhar a visão, reparei que Luís olhava com ódio para uma grua da Globo bem à sua frente e Samuel não conseguia tirar os olhos de uma boazuda. “Só pode trazer mulher bonita em jogo ruim”, dizia ele entre os dentes.

No intervalo, Marcos ficou os quinze minutos na fila do banheiro para um splash and go. Rogério, por sua vez, explicava às duas filhas que elas não podiam tomar refrigerante porque não dava para levá-las ao banheiro.

Na segundo tempo, Luciano irritou-se com a torcida vaiando seu próprio time. Rômulo, como tantos outros, teve vontade de esganar um cara ao seu lado que a todo ataque gritava “Gol!”. E Roberto estava fulo da vida com um torcedor-comentarista que pensava ter decifrado todos os mistérios sobre os jogadores e o jogo.

Como um ímã, a cabeça de Adelson recebeu mais um copinho. Para não ficar ainda com mais raiva, ele preferiu acreditar que se tratava de cerveja. Já João sentia-se desapontado: comprou um daqueles canudinhos doces e mais uma vez descobriu que só havia recheio nas pontas.

Dennis, que estava sentado, dava bronca em quem ficava de pé. André, que estava em pé, dava bronca nos torcedores que ficavam sentados.
E, finalmente, quando o jogo acabou, Ângelo teve ódio do congestionamento que pegou na volta para casa.

Vi essas vinte e oito pessoas sentindo raiva de ver uma partida no estádio.

E tenho certeza que as verei no próximo jogo.

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Fermento

Artigo publicado no Universidade do Futebol e, por sua vez, retirado do Blog do Juca.

Por Oliver Seitz

O futebol gera mais exposição do que dinheiro. E, talvez por isso, todo mundo ache que vale muito, mas muito dinheiro

Você não vai gostar do que vai ler. Provavelmente, irá reclamar. Quiçá me enviará um e-mail. Mas alguém tem que dizer. O futebol não é um negócio tão grande quanto você imagina. Não é. Nunca foi. Provavelmente, nunca será.

Alguém, em algum lugar, criou o mito. Provavelmente foi o William MacGregor, um escocês que era dono do Aston Villa e fundou a Football League na metade do século XIX.Ele, em seu livro ‘The book of Football’, escreveu: ‘football is a big business’. A ideia pegou, e todo mundo passou a reproduzir.

Você pode estar pensando que eu sou idiota, o que é justo. Afinal, todo mundo diz que o negócio do futebol é enorme, só que mal explorado. Mas a verdade, infelizmente, é que o futebol é um negócio extremamente supervalorizado. Ele gera mais exposição do que dinheiro. E, talvez por isso, todo mundo ache que vale muito, mas muito dinheiro.

Você conhece a Usina Itaiquara de Açúcar e Álcool S.A. ? É provável que não. A não ser que você trabalhe no setor de cana-de-açúcar, ou que compre produtos de panificação, ou que more em Tapiratiba, São Paulo, ou que torça para a Portuguesa, o que eu imagino não serem características do perfil dos poucos que leem essa coluna.

De qualquer maneira, a Itaiquara produz energia, produtos pra confeitaria e produtos pra uso doméstico, como açúcar, mistura pra bolo, mistura pra pão de queijo e fermento, que minha mãe sempre disse também ser energia.

Incrivelmente, ou não, a Itaiquara patrocina a Portuguesa, além da Pizza na Roça, supostamente a melhor pizzaria do Brasil, localizada em Caconde, São Paulo. Incrivelmente, também, é que a Itaiquara não está sendo citada aqui por nada disso. A Itaiquara está sendo usada de exemplo porque ela foi a milésima empresa em vendas do Brasil no ano de 2008, de acordo com o índice “Melhores e Maiores” da revista ”Exame”. A Itaiquara faturou no an o passado 133,9 milhões de dólares, o que dá cerca de 320 milhões de reais de acordo com a cotação usada pela revista. A milésima empresa do Brasil. Isso quer dizer que outras 999 empresas faturaram mais.

E sabe quanto o São Paulo Futebol Clube, tradicionalmente o clube com maior receita do país, faturou no ano passado? 158 milhões de reais, menos da metade do faturamento da Itaiquara, a milésima empresa do Brasil, que vende produtos de panificação e patrocina a Portuguesa, o que – colocando nessa ordem – até faz sentido. Menos da metade. O maior clube do Brasil.

Lógico que você vai dizer que o São Paulo explora mal as receitas e que ele poderia crescer muito mais se o futebol fosse mais organizado. Certo. Não há dúvidas que ele poderia arrecadar mais. Mas quanto mais? O grosso da grana, quase 40%, vem da venda de jogadores e direitos de televisão, valores que dificilmente podem ser elevados. Adicionando o patrocínio, que está num valor bastante significativo e que dificilmente tem espaço para crescimento, o percentual sobe para quase 50%. Esse valor é de certa forma consolidado e tem pouco espaço para crescimento, por mais bem organizado que o clube seja.

De resto, tem valor de ingresso, sócios, premiações, enfim, uma diversidade de coisas. Que até poderiam apresentar também um crescimento, mas nada capaz de fazer dobrar o faturamento do clube para que ele, dessa forma, chegasse próximo à milésima empresa do país.

Na Europa, acredite, também não é diferente. Os clubes de futebol não figuram na lista das maiores empresas de qualquer país. Apesar de ter uma exposição enorme, o negócio do futebol, volto a dizer, não é tão grande assim. Diminuir as expectativas de geração de receita provenientes do futebol, em especial do Brasil, talvez seja um passo importante para se melhorar as condições atuais. Por isso, por mais decepcionante que possa parecer, é imprescindível que se analise a realidade do jeito que ela é.

E se você é de Itaiquara ou trabalha em um canavial, ou é torcedor da Portuguesa, por favor, me envie um e-mail. Ficaria bastante contente em conhecer as razões pelas quais você lê o que eu escrevo.

Em tempo: caso o São Paulo tivesse enviado o seu balanço para a Exame, ele ficaria na honrosa milésima centésima nonagésima quinta posição, empatado com a Ponte de Pedra, uma hidrelétrica localizada em Itiquira, Mato Grosso, que tem seis funcionários. Se você é de Itiquira, também pode me mandar um e-mail. Se você for um desses seis funcionários, por favor, não mande nada. Seria assustador demais

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Muricy, obrigado

Obrigado pelo tri-brasileiro, obrigado por sempre representar bem o São Paulo Futebol Clube.

Foi uma passagem de 3 anos e meio muitíssimo bem sucedida, vai deixar ótimas lembranças. E será esquisito ver outro cara no banco mas, faz parte, a vida segue.

Quem sabe, em um futuro não muito distante, os caminhos do São Paulo e desse são-paulino não possam se cruzar de novo…

Valeu Muricy!

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As bestas

Texto de José Roberto Torero.

O futebol é uma coisa sem importância. É só um esporte. Uma coisa para se ver enquanto não estamos fazendo alguma coisa realmente importante. Uma coisa para descansarmos das coisas importantes.

Ontem, no confronto entre torcedores corintianos e vascaínos, morreu um homem. Morreu um homem por causa de futebol. Morreu por nada.

Morreu porque acha que seu time é melhor, porque não aceita que outros torçam para outros times, porque outros não aceitam que se torça para outros times.

Depois, incendiaram um ônibus. E, antes, no domingo, duzentos santistas imbecis foram atrás de cinquenta corintianos num estacionamento.

Quem acha que seu time é a coisa mais importante do mundo é uma besta. Muitos torcedores organizados, que têm em seu time sua única fonte de felicidade, são umas bestas. Mesmo torcedores que não são de nenhuma organizada, mas que têm no futebol o principal assunto de sua vida, são umas bestas.

Quem vive, morre ou mata por futebol, é uma besta. Não é um pobre-coitado-que-tem-o-futebol-como-sua-única-válvula-de-escape. É simplesmente  uma besta.

A questão não é se se deve acabar ou não com as torcidas organizadas. A questão é que não se pode levar o futebol tão a sério. Ele não é tão sério. É um esporte, um negócio, só isso.

Os verdadeiros assuntos são amor, morte e poder. O resto é menor. O futebol é menor. Se alguém coloca este esporte acima de sua família, de seus amigos, de sua gente, da vida, é uma besta.

Copa do Brasil?

A Globo transmitir Vasco x Corinthians pela Copa do Brasil ao invés de Cruzeiro x São Paulo pela Libertadores é sacanagem…

Será que o Corinthians sem Ronaldo dá mais audiência que esse baita jogo pela Libertadores? Tenho dúvidas…

Bom, vamos de SporTV amanhã!

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Acabou a novela mexicana

Agora, com a posição oficial da Conmebol, vou dar uns pitacos sobre a decisão tomada em relação aos times mexicanos na Libertadores. Mas, antes disso, recapitulando a coisa:

Definidos os confrontos das oitavas-de-final: O São Paulo jogaria contra o Chivas e o Nacional do Uruguai pegaria o San Luis. E a gripe suína sempre presente nos noticiários.

A primeira medida da Conmebol foi tentar mudar os jogos do território mexicano para Bogotá e, depois da recusa colombiana, para Santiago, que também se recusou a receber os jogos.

Então a nova decisão foi adiar os confrontos em uma semana para a tomada encontrar a solução.

Passou-se esse tempo e a situação continuou a mesma no México, não era seguro duas delegações inteiras irem até lá. Enquanto isso, o mesmo Chivas, ex-adversário do São Paulo, foi desconvidado de um campeonato Sub-Qualquer Coisa na Holanda sob alegação do perigo de contágio que os atletas levariam até lá.

Continuava o impasse…

Então, os mexicanos, muito espertos, soltaram um comunicado dizendo que tudo ia bem e que São Paulo e Nacional poderiam ir tranquilamente jogar por lá. E que, no fim-de-semana, os jogos do campeonato mexicano seriam disputados com o público usando máscara e sentantos em uma cadeira sim, uma cadeira não.

Obviamente, São Paulo e Nacional, com o apoio dos orgãos de saúde, se negaram a ir.

Então, a Conmebol finalmente acha a solução: Um jogo único e, se der empate, haveria disputa de penaltys.

Aí os mexicanos não gostaram, se negaram, estão fora dessa Libertadores e nunca mais jogam todos os campeonatos sulamericanos a que são normalmente convidados.

Minha conclusão?

- Ainda é perigoso jogar no México. Eu não passaria férias por lá…

- Faltou bom senso aos colombianos e chilenos. Com os devidos exames feitos nas duas delegações, não haveria risco de infecção.

- Assim como os mexicanos também foram inflexisíveis, poderiam aceitar a proposta da Conmebol.

- Seria esquisito decidir em um jogo só, mas era a solução possível.

- A Conmebol demorou a agir. Se tivesse uma postura mais firme e eficiente, poderia-se promover as equipes que ficaram na classificação imediatamente atrás de Chivas e San Luis.

- Acho uma boa os times mexicanos ficarem de fora da Libertadores, mas não por causa da gripe suína. Apesar de sempre serem competitivos, a viagem até lá é longa e eles não se classificariam para o Mundial se fossem campeões. Então, não vejo muito sentido em convidá-los.

- E, por fim, acho mal negócio o São Paulo se classificar sem jogar. Perde uma grana de bilheteria e deve pegar um Cruzeiro mais embalado. Vai ser complicado…

Simon faz besteira de novo

Viu o pênalti que o Simon marcou no fim-de-semana? Pois é, foi bizarro…

O Sportv até fez um tira-teima do lance. Deve ser a primeira vez que fazem um para penalidade máxima.

Chama a atenção a distância entre os dois jogadores no momento da queda. Um estava a 3 metros do outro.

Mas o pior ainda estava por vir… No vídeo abaixo, Simon tenta explicar que a penalidade existiu. Mesmo após ver e rever o lance pela TV, o apitador ainda fala que houve o pênalti. Era melhor ter ficado calado…