Acabou a novela mexicana

Agora, com a posição oficial da Conmebol, vou dar uns pitacos sobre a decisão tomada em relação aos times mexicanos na Libertadores. Mas, antes disso, recapitulando a coisa:

Definidos os confrontos das oitavas-de-final: O São Paulo jogaria contra o Chivas e o Nacional do Uruguai pegaria o San Luis. E a gripe suína sempre presente nos noticiários.

A primeira medida da Conmebol foi tentar mudar os jogos do território mexicano para Bogotá e, depois da recusa colombiana, para Santiago, que também se recusou a receber os jogos.

Então a nova decisão foi adiar os confrontos em uma semana para a tomada encontrar a solução.

Passou-se esse tempo e a situação continuou a mesma no México, não era seguro duas delegações inteiras irem até lá. Enquanto isso, o mesmo Chivas, ex-adversário do São Paulo, foi desconvidado de um campeonato Sub-Qualquer Coisa na Holanda sob alegação do perigo de contágio que os atletas levariam até lá.

Continuava o impasse…

Então, os mexicanos, muito espertos, soltaram um comunicado dizendo que tudo ia bem e que São Paulo e Nacional poderiam ir tranquilamente jogar por lá. E que, no fim-de-semana, os jogos do campeonato mexicano seriam disputados com o público usando máscara e sentantos em uma cadeira sim, uma cadeira não.

Obviamente, São Paulo e Nacional, com o apoio dos orgãos de saúde, se negaram a ir.

Então, a Conmebol finalmente acha a solução: Um jogo único e, se der empate, haveria disputa de penaltys.

Aí os mexicanos não gostaram, se negaram, estão fora dessa Libertadores e nunca mais jogam todos os campeonatos sulamericanos a que são normalmente convidados.

Minha conclusão?

- Ainda é perigoso jogar no México. Eu não passaria férias por lá…

- Faltou bom senso aos colombianos e chilenos. Com os devidos exames feitos nas duas delegações, não haveria risco de infecção.

- Assim como os mexicanos também foram inflexisíveis, poderiam aceitar a proposta da Conmebol.

- Seria esquisito decidir em um jogo só, mas era a solução possível.

- A Conmebol demorou a agir. Se tivesse uma postura mais firme e eficiente, poderia-se promover as equipes que ficaram na classificação imediatamente atrás de Chivas e San Luis.

- Acho uma boa os times mexicanos ficarem de fora da Libertadores, mas não por causa da gripe suína. Apesar de sempre serem competitivos, a viagem até lá é longa e eles não se classificariam para o Mundial se fossem campeões. Então, não vejo muito sentido em convidá-los.

- E, por fim, acho mal negócio o São Paulo se classificar sem jogar. Perde uma grana de bilheteria e deve pegar um Cruzeiro mais embalado. Vai ser complicado…

Novo single, novo clipe

O U2 escolheu Magnificent como o segundo single de No Line On The Horizon. E é uma baita música!

O clipe, gravado no Marrocos, é mais simples e bonito do que o primeiro, Get On Your Boots.

E, continuo com a mesma opinião, clipes hoje não têm o mesmo valor de alguns anos atrás…

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Eu te amo, cara

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Um dos filmes do feriado foi o Eu te Amo, Cara (I Love You, Man). Eu já curtia o Paul Rudd por causa do Virgem de 40 Anos e por Modelos nada corretos. Mas nesse ele se sai muito bem.

A história se centra em Peter, um corretor de imóveis prestes a casar. Mas, na hora de escolher os convidados e padrinhos, se enxerga em uma situação: não tem nenhum amigo próximo porque passou a vida inteira emendando um namoro no outro.

Então, como se procurasse alguém para casar e não para ser padrinho, passa a pedir para amigas e parentes para ser apresentado a homens. Ele tenta o marido de uma amiga da noiva (muito bem interpretado por Jon Favreau que, como Rudd, fez uma participação em Friends) e sua turma, colega de trabalho do irmão, arquiteto gay arranjado pela mãe, apela para sites de relacionamento, os match.com da vida…

Até que, finalmente, encontra Sydney. Ao contrário do politicamente correto Peter, o novo amigo é desorganizado, fala palavrão e curte pornografia.

A partir daí o roteiro se aproveita do início do relacionamento entre os dois e as situações que surgem disso. Destaque para o show do Rush e as confissões sexuais. A dupla manda muito bem trabalhando junto, a chave para o filme ser ótimo.

Foi, de fato, uma ótima surpresa. Esperava um filme bacana, mas não tanto!

P.S.: Além desse, também Wolverine. Logo mais deixo minhas impressões por aqui…

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30 de Abril

Coluna de Flávio Gomes sobre o dia 30 de Abril de 1994, publicada no Lance!:

A batida foi forte e assustadora. O socorro, nessas horas, parece demorar mais do que deveria. O tempo que se leva para tirar o piloto do cockpit é interminável. O corpo estendido no chão e os paramédicos fazendo massagem cardíaca eram imagens a que nós, os jornalistas mais novos naquele mundo, não estávamos acostumados. Afinal, a última morte num fim de semana de corrida havia acontecido 12 anos antes, no Canadá. E a última de um piloto de F-1 pouca gente viu, em 1986, em testes privados na França. Mas o corpo estava estendido no chão, e a realidade daquele esporte despencava sobre nós sem tempo para grandes reflexões enquanto os paramédicos tentavam salvar aquela vida.

Corri para o pequeno hospital do autódromo, ao pé dos boxes, na entrada do paddock. Ligaram os motores do helicóptero. O corpo saiu apressado numa maca, com um tubo de soro pendurado no vazio, isso eu notei, não havia nada conectado àquele corpo pálido, e os médicos continuavam batendo em seu peito, até que entrou no helicóptero e decolou contra o céu azul daquela tarde de primavera no norte da Itália. Poucas horas depois chegava a informação de que aquele piloto de 33 anos estava morto.

A F-1 era seu sonho, depois de passar pela F-Ford, pela F-3000, por Le Mans, pelo Japão. Tinha um contrato de cinco corridas com uma equipe nanica, a Simtek. Nem se classificou no Brasil, mas conseguiu largar em Aida, chegou em 11º, era a felicidade em pessoa, embora fosse tímido e desconhecido. Bateu a 314,9 km/h na curva Villeneuve, depois de perder a asa dianteira de seu carro. Não teve a menor chance.

Seu nome era Roland Ratzenberger. Hoje, dia 30 de abril, faz exatamente 15 anos de sua morte. A foto acima foi tirada no fim daquela tarde. Uma das cinco que bati naquele fim de semana, num tempo em que não havia máquinas digitais ou celulares cheios de megapixels. A Simtek ocupava o último box, ao lado do centro médico.

O mecânico, fora do mundo, lavava as rodas dos carros da equipe como se nada tivesse acontecido, como se tudo não passasse de um pesadelo. A autópsia aconteceu na segunda-feira no Instituto Médico Legal de Bolonha. O legista que comandou os trabalhos, pouco depois, deu uma aula de ética médica aos seus residentes naquele mesmo prédio cinzento e sinistro. Com certa indignação pelo movimento que observava pelas janelas, ensinou aos seus alunos que não existiam categorias de morte, morte classe A e morte classe B.

Dois corpos foram autopsiados naquele dia. Uma de suas residentes, quando foram fechados os caixões, colocou uma rosa na mão do mais conhecido. E duas na mão daquele rapaz que parecia esquecido pelo mundo. O mais famoso, soube-se depois, carregava uma bandeira da Áustria dobrada no bolso do macacão no dia seguinte, quando morreu de forma semelhante. Não queria que esquecessem aquilo que tinha acontecido no sábado. A bandeira no bolso do macacão foi o último dos exemplos que deixou.

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Simon faz besteira de novo

Viu o pênalti que o Simon marcou no fim-de-semana? Pois é, foi bizarro…

O Sportv até fez um tira-teima do lance. Deve ser a primeira vez que fazem um para penalidade máxima.

Chama a atenção a distância entre os dois jogadores no momento da queda. Um estava a 3 metros do outro.

Mas o pior ainda estava por vir… No vídeo abaixo, Simon tenta explicar que a penalidade existiu. Mesmo após ver e rever o lance pela TV, o apitador ainda fala que houve o pênalti. Era melhor ter ficado calado…

Direto de Hong Kong

Eu tinha uns poucos dólares parados no PayPal e resolvi gastá-los.

Então experimentei o Deal Extreme. Outros amigos já tinham comprado quinquilharias chinesas lá, aí resolvi também tentar. Comprei um fone de ouvido “substituto” do iPod e um cofre no formato do Luigi.

Como ainda ficou um pouquinho de saldo na conta, fui até o eBay tapar um buraco na minha discografia. Encontrei o Abbey Road, de um vendedor também chinês, que saiu por menos de 10 doláres já pagando o frete para o Brasil.

Menos de 3 semanas depois chegaram os dois pacotes ao mesmo tempo, tudo dentro do previsto…

Resultado: voltarei a comprar CDs assim, demora mais para chegar, mas sai mais barato. O Luigi, bem feitinho, já está na minha escrivaninha. E o fone? Uma porcaria! Mas pelo menos custou menos do que 2 dólares…

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Gênio!

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Copa de 2010 na ESPN

Boa notícia! A ESPN Brasil chegou a um acordo com a Globo e fechou a compra dos diretos de transmissão da próxima Copa.

Até pouco tempo atrás, eles só transmitiam campeonatos europeus. Primeiro compraram os jogos das Eliminatórias, depois a Copa do Brasil e esse agora a Copa do Mundo.

Muito legal.

A ESPN tem uma baita equipe, já foi pro rádio e agora tem o mais importante torneio de futebol do mundo.

Só falta o Brasileirão!

Lost: Ficando em dia

Eu havia comentado aqui sobre o início da 5º temporada de Lost, a penúltima da série. Tive a impressão de que tudo iria ficar super enrolado e confuso.

Então, tinha assistido apenas aos 3 primeiros episódios. Confesso que deu uma brochada. Mas aí resolvi colocar todos os outros 9 episódios “em dia”. Assisti a todos em 3 ou 4 dias.

Valeu a pena!

Os caras resolveram explicar bastante coisas de Dharma, Danielle Rousseau, Ben Linus… Enfim, bastante coisa nova e legal! Foi, de fato, uma boa surpresa.

A certa altura dessa temporada, eles voltam a usar os flashbacks, a algum tempo aposentados. Além disso, a história passa a ser mais linear, os elementos começam a se encaixar…

Obviamente tem muita coisa maluca mas, a meu ver, na medida certa. Assim a série se encaminha para um grande final de temporada (esse e o próximo ano terão apenas 16 episódios).

E vale rever uma conversa entre Hurley e Miles sobre viagem no tempo no 11º (acho) episódio! Bem engraçado!

E, graças à dica do Cabral, baixei episódios em alta resolução, faz uma baita diferença!

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Presságio

Pouco antes de assistir a Presságio (Knowning), novo filme de Nicolas Cage, li a crítica da Veja.

Basicamente eles dizem que o filme é muito bom, com boas cenas de ação mas com um porém. Os últimos 30 minutos deixam bastante a desejar.

Resumindo a história… Em comemoração à inauguração de uma escola, seus alunos desenham suas idéias de como será o mundo 50 anos depois e as colocam em uma cápsula do tempo para ser reaberta em 2009. Porém, em um dos envelopes, não haviam rabiscos de naves espaciais ou robôs como na maioria dos outros.

Esse pedaço de papel chega às mãos de John (personagem de Cage) através de seu filho, estudante da mesma escola. Nele há uma sequêcia de números, aparentemente aleatórios.

Mas John, professor de matemática no MIT, por acaso identifica a relação dos códigos com as grandes tragédias já acontecidas na humanidade e, teoricamente, nos desastres futuros.  A partir daí, tenta evitar a morte de mais pessoas.

Até aí, estava tudo ótimo. O enredo funciona muito bem, as cenas de ação muito bem filmadas e os efeitos especiais dão conta do recado. Até a presença de alguns seres estranhos dá uma dose legal de suspense.

Porém, na hora de amarrar todos os elementos, chegamos aos ditos 30 minutos finais. Uma mistura de ficção científica com religião culmina em um final esquisito (não vou falar mais para não virar spoiler). Até parece ser obra dos piores dias de M. Night Shyamalan…

Para mim, ficou o mesmo sentimento depois de assistir ao quarto Indiana Jones, poderia ser um filme bem legal se não tivesse um final péssimo.

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