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Brüno? Poderia ser melhor

bruno

Eis que resolvi assistir a Brüno (sim, na Áustria ainda existe trema!), o novo filme de Sacha Baron Cohen dedicado a outro personagem do ator, um repórter gay austríaco.

A proposta é a mesma de Borat: ser formado cenas previamente planejadas e ensaiados com pegadinhas “reais”, em que os participantes não têm a mínima ideia de conversar com um personagem. Por causa disso, assim como o filme anterior, Brüno também tem colecionado alguns processos.

O filme tem algumas sacadas muito boas mas, comparado a Borat, fica bem para trás. No antigo Da Ali G Show as participações do Brüno eram focadas em mostrar as futilidades do mundo da moda, aqueles estilistas esquisitos e modelos magricelas. Isso era bacana!

Mas foi mal aproveitado no filme, aparece muito pouco, basicamente no início. Daí pra frente eles batem bastante em piadas envolvendo gays, a coisa fica cansativa. Exceção feita à parte no Oriente Médio, não sei como não mataram o cara lá.

Por ser na mesma fórmula, é difícil não comparar Brüno a Borat. O primeiro foi muito melhor, bem estruturado, com piadas melhores e um personagem mais bacana.

Honestamente? Não aconselho assistir Brüno no cinema, vale mais a pena esperar o DVD ou apelar pra torrents da vida…

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Colocando a DVDteca em dia

Sabe quando você entra na Fnac ou na Livraria Cultura, vê uma promoção, encontra um filme bacana e compra? Como normalmente são aquisições não planejadas, é comum eu estrear esses DVDs meses depois de comprar.

Na sexta eu atá tinha batido um papo com o Reimão sobre isso.

E, além de curtir comprar DVD bom e barato, gosto bastante do que o Hitchcock  fazia. Então, semana passada assisti a 3 filmes dele:

Ainda na fase pré-EUA do diretor, o filme é rodado em Londres. Tudo começa com um ato terrorista fazendo com que parte da cidade fique sem energia elétrica. O responsável pelo ato é um dono de cinema no subúrbio.

Mas esse seria apenas o primeiro ataque contra os habitantes, algo maior estava sendo planejado para uma das estações de metrô mais utilizadas da cidade, a de Piccadilly Circus. Então, a história se centra na perseguição da Scotland Yard ao criminoso.

Poucos anos depois, já em Hollywood, Hitchcock dirige outro filme com nome e assunto parecidos.

Dessa vez, durante a II Guerra Mundial, há um movimento dentro dos EUA para desmoralizar e desestabilizar o país. Depois da explosão de uma fábrica de aviões, um de seus operários é acusado erroneamente pelo crime.

Então, para provar sua inocência, ele percorre o país para desmantelar a organização criminosa responsável por esse e outros atos terroristas.

  • Um Barco e Nove Destinos (Lifeboat) – 1944

Também feito em época de guerra, esse filme é passado inteiro em um barco a remo. Lá estão sobreviventes estadounidenses e britânicos reunidos após ataque feito por um submarino nazista.

Aguardando ajuda, os tripulantes resgatam um alemão jogado ao mar. A princípio, um ato de humanidade, fazem com que toda a tripulação se torne refém do nazista.

Minha opinião?

Penso que os filmes de Hitchcock ficam mais “maduros” a partir do final da década de 40, o roteiro fica mais redondo, o suspense melhora.

Sabotagem tem uma história boa, mas não é tão legal. O clímax acaba acontecendo cedo, isso faz com que o final não seja lá essas coisas.

Já Sabotador é melhor estruturado. A fuga do injustiçado tentando colocar as coisas no lugar foi muito bem escrita, com cenas bem legais. Destaque para quando ele escapa já algemado.

Mas Um Barco e Nove Destinos é fantástico! As discussões sobre o que fazer com o nazista (o ator manda super bem), as brigas para qual rumo tomar, a maneira como toda a tripulação é enrolada pelo alemão… enfim, há inúmeros motivos para fazer desse um baita filme!

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O problema com Harry

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Eu tinha comprado a um tempo atrás o DVD de Terceiro Tiro* (Trouble with Harry) e ainda não havia assistido. Besteira minha, já deveria ter visto antes…

É completamente diferente do restante da filmografia do Hitchcock. Dessa vez o “mestre do suspense” (acho esses títulos super engraçados) se arriscou em uma comédia.

Mas, certamente, precisaria haver um defunto.  Harry, o personagem do título original, morre e vira o assunto principal durante todo o filme.

Após o corpo ser encontrado no bosque por um garotinho, 4 habitantes da cidadezinha se envolvem tentando solucionar a história de uma maneira em que nenhum deles saia prejudicado. Enterra o Harry? Desenterra o Harry? Avisa a polícia? Não avisa…

Tirando o assunto macabro,  é bem aquela discussão interiorana de quem não tem o que fazer.

Mesmo não sendo suspense, é uma comédia dos anos 50 com o estilo de Hitchcock. Muito legal!

* Sim, mais uma tradução esdrúxula.

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Eu te amo, cara

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Um dos filmes do feriado foi o Eu te Amo, Cara (I Love You, Man). Eu já curtia o Paul Rudd por causa do Virgem de 40 Anos e por Modelos nada corretos. Mas nesse ele se sai muito bem.

A história se centra em Peter, um corretor de imóveis prestes a casar. Mas, na hora de escolher os convidados e padrinhos, se enxerga em uma situação: não tem nenhum amigo próximo porque passou a vida inteira emendando um namoro no outro.

Então, como se procurasse alguém para casar e não para ser padrinho, passa a pedir para amigas e parentes para ser apresentado a homens. Ele tenta o marido de uma amiga da noiva (muito bem interpretado por Jon Favreau que, como Rudd, fez uma participação em Friends) e sua turma, colega de trabalho do irmão, arquiteto gay arranjado pela mãe, apela para sites de relacionamento, os match.com da vida…

Até que, finalmente, encontra Sydney. Ao contrário do politicamente correto Peter, o novo amigo é desorganizado, fala palavrão e curte pornografia.

A partir daí o roteiro se aproveita do início do relacionamento entre os dois e as situações que surgem disso. Destaque para o show do Rush e as confissões sexuais. A dupla manda muito bem trabalhando junto, a chave para o filme ser ótimo.

Foi, de fato, uma ótima surpresa. Esperava um filme bacana, mas não tanto!

P.S.: Além desse, também Wolverine. Logo mais deixo minhas impressões por aqui…

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Presságio

Pouco antes de assistir a Presságio (Knowning), novo filme de Nicolas Cage, li a crítica da Veja.

Basicamente eles dizem que o filme é muito bom, com boas cenas de ação mas com um porém. Os últimos 30 minutos deixam bastante a desejar.

Resumindo a história… Em comemoração à inauguração de uma escola, seus alunos desenham suas idéias de como será o mundo 50 anos depois e as colocam em uma cápsula do tempo para ser reaberta em 2009. Porém, em um dos envelopes, não haviam rabiscos de naves espaciais ou robôs como na maioria dos outros.

Esse pedaço de papel chega às mãos de John (personagem de Cage) através de seu filho, estudante da mesma escola. Nele há uma sequêcia de números, aparentemente aleatórios.

Mas John, professor de matemática no MIT, por acaso identifica a relação dos códigos com as grandes tragédias já acontecidas na humanidade e, teoricamente, nos desastres futuros.  A partir daí, tenta evitar a morte de mais pessoas.

Até aí, estava tudo ótimo. O enredo funciona muito bem, as cenas de ação muito bem filmadas e os efeitos especiais dão conta do recado. Até a presença de alguns seres estranhos dá uma dose legal de suspense.

Porém, na hora de amarrar todos os elementos, chegamos aos ditos 30 minutos finais. Uma mistura de ficção científica com religião culmina em um final esquisito (não vou falar mais para não virar spoiler). Até parece ser obra dos piores dias de M. Night Shyamalan…

Para mim, ficou o mesmo sentimento depois de assistir ao quarto Indiana Jones, poderia ser um filme bem legal se não tivesse um final péssimo.

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Menos um…

apcm_logoPrimeiro a Discografias, famosa comunidade do orkut onde os usuários postavam links de álbuns, foi tirada no ar no meio do mês de março. Depois, o site Legendas.tv ficou fora durante alguns dias.

E, ontem, ao entrar no Legendas Feijó, me deparo com uma mensagem de que a APCM (Associação Antipirataria de Cinema e Música) fez o bloqueio do site diretamente no host.

Parece que agora os caras estão trabalhando sério ao tentar minar os canais de distribuição de conteúdo não autorizado. Trabalho difícil, é tapar o sol com a peneira!

Ao invés da indústria fonográfica brasileira se mexer e se reinventar, preferem apenas tentar minar a pirataria, sem pensar na real razão dela existir.

É só ver o quanto a Apple, a Amazon e o Wal-Mart faturam com venda de MP3 fora do Brasil. E também reparar em quantos canais de TV dos Estados Unidos deixam episódios na íntegra disponíveis para serem assistidos pelo site.

Enquanto isso, aqui nada é feito. Estamos pelo menos uns 15 anos atrasados em relação a Europa e Estados Unidos. Lá a briga contra a pirataria é até maior do que aqui, mas ganha-se dinheiro vendendo músicas e filmes em formato digital, vende-se muito merchandise oficial…

Mas a indústria fonográfica brasileira ainda não entendeu que a coisa não funciona mais do jeito que está, continua lançando CDs a R$ 34,90 e estreando séries com 9 meses de atraso em relação aos Estados Unidos.

Por esse e outros motivos, a pirataria nunca vai acabar, alguns milhões de usuários sempre serão mais criativos que os orgãos reguladores e encontrarão maneiras de trocar arquivos.

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Quem quer ser Milionário?

Gostei de Quem quer ser um Milionário? (Slumdog Millionaire).

O roteiro tem uma estrutura interessante, contar os momentos da vida de Jamal com base nas perguntas feitas no game show (uma versão indiana do Show do Milhão) foi uma bela sacada. O diretor é Danny Boyle, de Trainspotting.

É terceiromundista como a maioria dos filmes feitos no Brasil, mostra bastante probreza, desigualdades socias e violência. Até achei bem parecido com o nosso Cidade de Deus, pelo retrato da realidade nua e crua e por ambos serem excepcionais.

Mas, sobretudo, é uma história de amor. O programa de perguntas e respostas é apenas um pano de fundo para mostrar como Jamal tenta conquistar o amor da sua vida, Latika.

Os meninos-atores que interpretam Jamal e seu irmão Salim durante a infância atuam super bem. São ótimos tantos nas cenas engraçadas como nas outras, bem mais dramáticas.

De fato, Quer quer ser um Milionário? mereceu os prêmios recebidos.

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Sim senhor

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O filme desse domingo foi o novo de Jim Carrey, Sim Senhor (Yes Man). Esse, como a maioria dos outros dele, não é genial mas cumpre a sua missão, rende boas risadas.

Carl é um cara derrotado, que não aproveita a vida. Tomou um pé na bunda depois de 6 meses do casamento, tem uma porcaria de emprego, está no mesmo cargo por 5 anos e já não sai mais de casa, prefere assistir a um DVD a sair com os amigos.

Até que ele descobre uma nova filsofia de vida, quando deve falar sim a todas as propostas que recebe. A partir daí tudo muda!

Então inicia-se a fórmula mágica (e boa) de quase todos os filmes de Jim Carrey: Situações ridículas e caretas do ator.

Mesmo não sendo inovador, Sim Senhor é divertido e está no mesmo nível de Todo Poderoso, porém um pouco abaixo de O Mentiroso.

P.S.: Mudando de filme e continuando no mesmo ator, o que vale a pena mesmo é O Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças. Quem não viu não sabe o que está perdendo!

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A Troca

Fui ao cinema para assistir a O Curioso Caso de Benjamin Button mas, por causa do horário, acabei indo na segunda opção: A Troca (Changeling). E saí satisfeito.

O roteiro, baseado em uma história real, conta a história do desaparecimento de um garoto de 9 anos na década de 20 em Los Angeles. Todo o filme é centrado na mãe do menino, Christine Collins, interpretada por Angelina Jolie.

Após 5 meses de busca, a polícia traz o Walter Collins à mãe. Porém, a criança encontrada não é a mesma desaparecida.

A partir desse momento começa a trama do filme, colocando Christine contra a corrupta polícia de Los Angeles. Ela de um lado dando argumentos de que o seu filho não foi encontrado e, do outro, o capitão tentando provar a falta de sanidade da mãe.

Nesse ponto, o desenrolar da história passa a tratar de muitos assuntos ao mesmo tempo. Entram em cena a briga de um pastor (John Malkovich) contra a corrupção, o hospital psiquiátrico onde Christine é internada, política, entre outras coisas… Talvez esse seja o motivo de o filme ter ficado um pouco longo, com 2 horas e 20 no total.

Mas, no final das contas, fiquei impressionado mesmo pela história ser real. Pô, tentar empurrar outro menino para a mãe e depois jogá-la num hospício é dose!

Obs.: Hoje saiu a lista com os concorrentes aos Prêmios da Academia, vulgo Oscar. A Troca briga por: Melhor Atriz (Jolie), Direção de Arte e Cinematografia (que raios de categoria é essa?)

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Os cabeças de couro

Assisti nesse fim-de-semana ao filme Leatherheads (vou deixar para falar sobre o nome traduzido no final do post), com atuação e direção de George Clooney. Me rendeu quase duas horas de diversão.

Tudo se passa na década de 20, quando os times de futebol americano passam a se profissionalizar.

Tem muitas situações engraçadas, quando a única bola do jogo some, quando os caras viajam de trem sem o mínimo glamour, as trapaças, os capacetes arcaicos de couro… enfim, inúmeros exemplos de como a coisa era realmente amadora.

Até que, em uma negociação inovadora, Dodge Connelly (Clooney) contrata um moleque recordista de home runs (interpretado por John Krasinsk, o Jim de The Office) para ser seu companheiro de time.

(Não satisfeito em dirigir e atuar, o cara se deu um personagem que é dono, jogador e, além de tudo, técnico da equipe.)

Dessa negociação surge a figura do agente, patrocinador, placas de publicidade, estádio lotado, o tal do comissário que manda e desmanda, etc. Enfim, um filme legal para quem gosta de esporte.

Agora, sobre o nome em português, um gênio teve a idéia de traduzir o original Leatherheads para O Amor não tem Regras. Isso porque deve ter achado o flerte/romance de Connelly com uma repórter no decorrer do filme mais importante que a referência do amadorismo aos caras usarem os frágeis capacetes de couro como proteção. Enfim, tentou fazer do filme sobre futebol ser um romance…

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