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Temos muito o que aprender

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Depois de passadas algumas semanas do Super Bowl, aconteceu outro grande evento esportivo estadounidense: O NBA All Star Weekend.

Porém, com uma diferença enorme em relação à partida entre Cardinals e Steelers. Dessa vez foi apenas festa, não uma final de campeonato nacional.

Adoro basquete, mas sou fã maior ainda da NBA. Ginásios lotados, torcida gritando, os melhores jogadores do mundo, rivalidades… enfim, tenho muitos motivos para gostar e acompanhar.

Como escrevi, é legal ver os detalhes e a organização de eventos esportivos desse tipo. Brasileiro tem muito a aprender (vide a confusão do jogo desse domingo no Morumbi).

Não que o All Star Weekend seja perfeito. Pelo contrário. Acho aquele jogo de celebridades uma porcaria e o torneio de enterradas também já perdeu a graça, os figurões (Kobe, Lebron, Iverson, etc) não participam e não há coisas novas.

A lição mais importante a ser copiada pelos brasileiros é o respeito pelos antigos ídolos. O jogo de celebridades é uma porcaria? É! Mas eles colocam como técnicos dos dois times Magic Johnson e Dr. J (Julius Erving), duas das maiores lendas da liga.

O júri do concurso de enterradas sempre é composto por ex-jodadores. Nesse ano, todos haviam atuado pelo Phoenix Suns, sede do evento. Em anos anteriores Michael Jordan chegou a ser jurado.

Há a disputa de trios, formados por um jogador do elenco atual, uma jogadora da WNBA e um ex-atleta de cada equipe.

Utilizam-se de inúmeras maneiras de valorizar o cara aposentado, de mostrar como ele foi importante para a liga ter se tornado o que é hoje. Totalmente ao contrário de como são tratatos os ex-atletas brasileiros de todos os esportes.

Exemplo maior, e recente disso, é a seleção brasileira campeã mundial de basquete pela primeira vez em 1959. Completou-se 50 anos da conquista em 2009 e os jogadores ainda vivos não receberam nenhuma homenagem da CBB (Confedereção Brasileira de Basquete). Somente a imprensa fez seu papel e homenageou a proeza desses caras.

Sei que muita coisa feita lá não se aplica à nossa realidade (sócio-econômica, cultural, etc), mas muitos conceitos podem ser adaptados. Precisamos vender bem nossos campeonatos.

Não é muito difícil… Um site bem feito, merchandising, uma loja on line vendendo material oficial dos clubes e do campeonato, filmes de 30 segundos produzidos por uma agência legal, um slogan…

Falando em slogan, o da NBA é fantástico! Acho animal o Where Amazing Happens!

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O intervalo

Estou assistindo ao Super Bowl nesse momento, é o primeiro jogo de futebol americano que vejo na minha vida inteira… Entendo tanto desse esporte quanto sei sobre cardiologia.

Falar dos valores da publicidade e da audiência é chover no molhado.

Mas, tanto no Super Bowl como em um All Star Weekend da NBA, é legal ver como os estadounidenses trabalham nesse tipo de evento. A tal da produção, do profissionalismo.

No intervalo, o palco montado para o show de Bruce Springsten ficou pronto em 8 minutos. E, ao mesmo tempo, a organização liberou a entrada do público no gramado. Em poucos instantes estavam lá: banda, palco e platéia.

E, minutos depois, tude desmontado, começava o segundo tempo. Os caras fazem isso como ninguém!

(Pretendo assistir a mais alguns jogos para ver se pego gosto)

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Os cabeças de couro

Assisti nesse fim-de-semana ao filme Leatherheads (vou deixar para falar sobre o nome traduzido no final do post), com atuação e direção de George Clooney. Me rendeu quase duas horas de diversão.

Tudo se passa na década de 20, quando os times de futebol americano passam a se profissionalizar.

Tem muitas situações engraçadas, quando a única bola do jogo some, quando os caras viajam de trem sem o mínimo glamour, as trapaças, os capacetes arcaicos de couro… enfim, inúmeros exemplos de como a coisa era realmente amadora.

Até que, em uma negociação inovadora, Dodge Connelly (Clooney) contrata um moleque recordista de home runs (interpretado por John Krasinsk, o Jim de The Office) para ser seu companheiro de time.

(Não satisfeito em dirigir e atuar, o cara se deu um personagem que é dono, jogador e, além de tudo, técnico da equipe.)

Dessa negociação surge a figura do agente, patrocinador, placas de publicidade, estádio lotado, o tal do comissário que manda e desmanda, etc. Enfim, um filme legal para quem gosta de esporte.

Agora, sobre o nome em português, um gênio teve a idéia de traduzir o original Leatherheads para O Amor não tem Regras. Isso porque deve ter achado o flerte/romance de Connelly com uma repórter no decorrer do filme mais importante que a referência do amadorismo aos caras usarem os frágeis capacetes de couro como proteção. Enfim, tentou fazer do filme sobre futebol ser um romance…

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Grande Guga

Na home do Globoesporte.com sempre tem uns vídeos antigos que fazem aniversário no dia atual. Muitas vezes pinta algo bem legal.

E hoje vi uma matéria de 5/dez/2000, quando o Guga ganhou a Masters Cup em 2000. O campeontato reune os 8 melhores tenistas do ano. Enfim, um torneio super importante em que ele ganhou de 3×0 do Agassi na final.

Muito legal poder rever isso. As entrevistas, o discurso pós-jogo, a quebra de protocolo para beijar a mãe…

O Guga foi um grande tenista e é um grande cara! Pena que as contusões o atrapalharam.

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Ótima rodada

Ganhar apertado do Vasco no buraco de São Januário poderia ser esperado. Mas ver o Vitória do Vagner Mancini enfiar 4 no Grêmio ninguém esperava!

Agora é fechar com chave de ouro no Morumbi lotado.

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Cartão pro juiz!

Tá puto? Dê um amarelo pro juiz!

Aí lembro de uma frase do Márcio, um amigo santista da época da faculdade: “Torço para que, num jogo, o André Luis tropece na escada do vestiário e caia de cabeça, assim ele não joga”.

Do futebol para a luta livre

E Rebeca Gusmão tem um plano B caso seja banida do esporte e, entenda-se esporte como tudo, não só natação mas também futebol, judô, vôlei, tênis de mesa, etc.

michel_serdanSe, de fato, for impedida pelos tribunais de jogar futebol, Rebeca já recebeu o convite de Michel Serdan (pai do cara da Mancha) para se juntar à sua academia de luta livre. O ex-lutador argumenta que o físico de Rebeca se encaixaria muito bem na modalidade.

Como o teatro que eles participam não é considerado um esporte, a garota poderia atuar livremente, mesmo sendo banida pelo CAS (Corte Arbitral do Esporte).

Se seria curioso ver Rebeca batendo uma bola, seria mais ainda vê-la no ringue com aquelas roupas engraçadas fingindo que luta!

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Isso pode?

Lembra da Rebeca Gusmão? Aquela nadadora que parecia um homem? Aquela que foi banida do esporte? Então, agora ela quer jogar futebol! A ex-nadadora tem jogado em Brasília e foi contratada pelo time da cidade, o Ascoop, para jogar a tal da Liga Brasileira.

O legal é que o tal campeonato começa no dia 4 de dezembro e termina no dia 19 do mesmo mês de dezembro! Vai ser emocionante!

Aí eu me pergunto… Um esportista que foi banido de um esporte pode começar a jogar outro? Então um jogador de futebol poderia ser banido e depois voltar no futsal? Ou ir do vôlei de quadra para a praia?

Aí minha pergunta é respondida pelo Dr. Eduardo de Rose, da ODEP (Organização Desportiva Pan-Americana):

– Você não é banida da modalidade, mas sim do esporte. Se você não está excluído e quiser mudar, tudo bem. Mas a partir do momento que a Fina bane, a Agência Mundial Antidoping (Wada) não permite que a pessoa mude de esporte. Isso é contra o código mundial antidopagem – explicou o médico.

Mas seria curioso ver uma ex-nadadora bater uma bola…

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